31.8.17

Mahshid Dehghan

Mahshid Dehghan
Esta é a cientista pesquisadora nutricional mais badalada no momento!
Diretora do "Estudo de Ontário", um estudo prospectivo de coorte - observacional, estampado a dois dias em todos os jornais.
Foi apresentado em Barcelona, a "Capital Mundial do Coração", onde ocorre a reunião anual da Sociedade Europeia de Cardiologia.
O estudo dirigido pela equipe de Mahshid Dehghan associa gorduras e ingestão de carboidratos com doenças cardiovasculares e mortalidade em 18 países de cinco continentes (PURE).
Resultados:
"Durante o seguimento, documentamos 5796 óbitos e 4784 grandes eventos de doenças cardiovasculares. Uma maior ingestão de carboidratos foi associada a um risco aumentado de mortalidade total, mas não com risco de doença cardiovascular ou mortalidade por doenças cardiovasculares. A ingestão de gordura total e cada tipo de gordura foi associada com menor risco de mortalidade total. Uma maior ingestão de gordura saturada foi associada a menor risco de AVC. Gordura total e gorduras saturadas e não saturadas não foram significativamente associadas ao risco de infarto do miocárdio ou mortalidade por doenças cardiovasculares."
The Lancet, publicado on-line 29 de agosto de 2017. DOI: 10.1016 / S0140-6736 (17) 32252-3.
Gordura saturada protegeu de AVC! Sua culpa é refutada por uma associação, como todos os estudos que pautam as diretrizes vigentes (sem causa e efeito).
É o maia abrangente, mais recente e bem feito estudo que inocenta a gordura (há outros anteriores).
Após este estudo prospectivo de coorte, as orientações nutricionais devem ser abrandadas, pois carboidratos refinados podem afetar muito mais a saúde do que gorduras naturais, inclusive as saturadas.
Mahshid Dehghan afirma que as gorduras TRANS nem entraram no estudo devido a seu já notório efeito deletério.
Nina Teicholz dedica um capítulo inteiro de seu livro "Gordura sem Medo" às gorduras vegetais refinadas que surgiram após as TRANS. Possivelmente, ao aquecer, tornam-se silenciosamente ainda piores que aquelas.
Assim como as gorduras a ser ingeridas devem ser apenas naturais, os carboidratos industrializados, farináceos e açúcares devem ser evitados ao máximo. Não os carbos naturais.
A piada é que determinados meios de comunicação maquiaram os estudos, acrescentando ranços de crenças passadas à reportagem, inclusive com manchetes estranhas. É melhor ler a notícia direto na fonte acima - The lancet.
Eis uma parte do texto:
"Nossos achados não dão suporte às recomendações atuais para limitar a ingestão de gordura total para menos de 30% das calorias e ingestão de gordura saturada para menos de 10% das calorias. Indivíduos com alto consumo de carboidratos podem se beneficiar de uma redução na ingestão de carboidratos e do aumento do consumo de gorduras."
Aguardemos por ensaios clínicos! E para todo o mundo nutricional. O que for realmente referendado, acataremos.

12.8.17

sementola

Resultado de imagem para imagem gergelim, chia, sementes de girassol, abóbora e linhaça
Uma granola é um mix de grãos - é carregada de carboidratos, açúcar.
Uma sementola é um mix de sementes, portanto "Low Carb"!

Eis a minha receita favorita e de custo razoável:
500 gr de gergelim torrado com casca;
100 gr de sementes de chia;
100 gr de sementes de girassol descascadas;
50 gr de sementes de abóbora descascadas.

É só misturar e acondicionar num pote. Fica delícia sobre saladas, na omelete, kefir, sobre um caldo quentinho, e principalmente sobre abacate picadinho com outra fruta.
Não uso a linhaça na mistura porque ela necessita ser moída na hora para não rançar; ou ficar de molho para expor seus benefícios. Inteira, passa pelo trato gastrointestinal sem nos beneficiar. 
Também é possível bater a sementola no processador para formar uma farinha low carb, acrescentando então a linhaça. Não precisa ser de grife como a dourada; por dentro, a marrom é a mesma coisa.
Pode-se ainda fazer uma massa no liquidificador, acrescentando ovos, um tubérculo (cenoura ou outro) e fermento. Panqueca, torta, empadas e até pão recheado vão bem com peito de frango, atum ou sobras de carnes. 
A semente de abóbora, se vendida em 100 gr, pode-se congelar a metade para a próxima receita. Ela é muito intensa e rica em antinutrientes, não se deve exagerar. Mata até vermes!

9.8.17

Estilo de vida de inspiração ancestral / evolutivo

Um estilo de vida inclui todas as variáveis que permeiam nosso cotidiano. A inspiração ancestral / evolutiva faz com que se tenha uma abordagem ampla e holística de saúde / bem-estar.
Fatores como sono em local, horário e quantidade adequados a cada faixa etária / individualidade; exercícios físicos prazerosos e rotineiros; serenidade nos contatos sociais; estimulação mental - resolução de problemas corriqueiros;  imersão na natureza o máximo possível e contato direto com a terra (bactérias benéficas); exposição constante e moderada à luz solar com a pele nu; um propósito de vida; nutrição
Se considerarmos que a agricultura surgiu a apenas 3 % da existência humana, ainda não estamos totalmente adaptados a esse estilo de vida sedentário, não nômade, e aos alimentos daí advindos (grãos, frutos muito doces e constantes, baixa ingesta de proteína e gordura animal).
Se considerarmos que a alimentação e todo o estilo de vida moderno estão se afastando mais e mais do estilo ancestral / evolutivo, estamos então cada vez menos adaptados a esse mundo urbanizado. 
Doenças crônicas, degenerativas e autoimunes tendem a aumentar com horários estendidos para o início do sono, sua má qualidade e quantidade reduzida; o excesso de sedentarismo e digitalização, contatos sociais excessivos e efêmeros, estresse mental; afastamento da natureza e de suas bactérias benéficas, falta de exposição solar pelo trabalho em locais fechados; perda dos propósitos comunitários (nem filhos se tem mais); nutrição artificial.
Não se trata de voltar a dormir sobre árvores (e sonhar que se está caindo - alguém já?). Basta escolhermos sempre as possibilidades mais naturais possíveis e prezarmos o máximo pelas escolhas conscientes num estilo de vida mais minimalista e menos estressante.
Estressores como contaminantes industriais na água, solo e alimentos; poluição de toda forma - metais pesados, xenoestrógenos, poluição sonora e visual; energias eletromagnéticas, são abundantes em nossa vida modernizada.
O uso de quaisquer ferramentas tecnológicas deve melhorar nosso bem-estar geral e não prejudicá-lo a longo prazo. Assim como os excessos no estilo de vida apenas em episódios esporádicos também terão o efeito de uma válvula de escape.
Reflexões sobre boas escolhas alimentares, de movimento, sono, vida ao ar livre, em congruência com cada fisiologia, são necessárias a um sistema operacional enriquecedor à existência plena.

Imagem daqui

13.7.17

Você condena; eu absolvo

A escritora especializada em gordura saturada Nina Teicholz e o cardiologista Eric Thorn, MD lançam o desafio contra o terrorismo da AHA em relação à gordura saturada.
A "American Heart Association" (AHA) incriminou novamente a gordura saturada sem provas. Ontem o renomado MEDSCAP - notícias médicas, lançou o texto da Nina e Eric, explicando o embaraçoso engodo.
O original está aqui. Caso não abra, procurar por "Saturated Fats and CVD: AHA Convicts, We Say Acquit".
A parcialidade por motivos financeiros (rabo preso com a indústria alimentícia) de uma entidade "de fachada" e sua teimosia em mudar de ideia, leva a esses ridículos. 
Escolher alguns estudos antigos (da década de 60 e 70) "a dedo" e descartar tantos outros mais modernos, apenas para "poder bater o pé" leva a esse grande e feio "tiro no pé". A entidade AHA fica desenterrando os mesmos estudos antigos - "vai que cola"...
Se os óleos industriais fossem melhores que a gordura natural saturada, por que as doenças cardiovasculares apenas aumentam na população que os consomem? 
Se não há um ensaio clínico randômico condenando a gordura saturada, não se pode estabelecer causalidade, apenas alguma fraca correlação. 
Obviamente, se algum dia a ciência realmente provar que gordura saturada natural é pior que óleos industriais - mata mais, então aceita-se tais evidências. Por ora, ela é no mínimo neutra em relação à saúde, ao contrário dos substitutos industriais - nitidamente prejudiciais.
Vale muito a pena a leitura do original "Saturated Fats and CVD: AHA Convicts, We Say Acquit".

Imagem Google

11.7.17

Excitotoxinas

Resultado de imagem para Excitotoxinas
Na indústria alimentícia há laboratórios de pesquisa estritamente dedicadas à arte de enganar o cérebro com inúmeros estimulantes de sabor, que atuam quase com a precisão das drogas.
A criação de intensificadores de sabor está por toda parte numa dieta industrial. São químicos criados propositalmente para fazer a comida excitar o paleto e também o cérebro, muito mais do que qualquer sabor de comida natural. 
E mesmo que vários desses potenciadores sejam feitos em um laboratório, podem ser listados nos ingredientes como aroma "idêntico" ao natural. É bastante preocupante sobretudo quanto às crianças.
Os criadores dessas excitotoxinas não são nada tímidos com suas realizações e gostam inclusive de se gabar nas propagandas de produtos alimentícios: "É impossível comer um só"!
A hiper palatabilidade faz todo mundo comer mais para manter aquela sensação irresistível: gasta-se mais dinheiro, engorda-se, perde-se a saúde com comida-lixo.
A solução? Voltar às panelas, ingerir alimentos comprados in natura o máximo possível, usar apenas temperos naturais, nada de misturas suspeitas (falsas massalas).
Imagem Google